Em meio à liquidação do Master, Galípolo assina manifesto internacional de apoio à independência dos BCs

  • 13/01/2026
(Foto: Reprodução)
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, assinou declaração conjunta, com outros presidentes de autoridades monetárias, em apoio ao presidente do Federal Reserve (FED), Jerome H. Powell, que tem sofrido ataques do presidente norte-americano Donald Trump. O mandatário dos EUA pressiona por uma queda mais rápida dos juros no país. De acordo com o Banco Central brasileiro, o manifesto, que é divulgado em um momento de tensão também no Brasil, por conta da liquidação do banco Master, "reafirma a autonomia técnica das instituições como pilar central da estabilidade econômica global" (leia mais abaixo). LEIA MAIS: Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve No texto, os governadores dos bancos centrais enfatizam que a independência institucional é "fundamental para assegurar a estabilidade de preços e o bem-estar dos cidadãos, sempre sob a égide do Estado de Direito e da transparência democrática". 🔎Ao assinar o documento, Gabriel Galípolo posiciona o Brasil ao lado de instituições como: Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco de Compensações Internacionais (BIS), entre outros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embate nos EUA Nesta segunda-feira (12), o presidente do FED, Jerome Powell, confirmou que o Departamento de Justiça notificou a instituição com intimações de um grande júri e ameaçou apresentar uma acusação criminal relacionada a seu depoimento ao Senado — prestado no ano passado, sobre a reforma de prédios históricos da autoridade monetária. “Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilização em nossa democracia. Ninguém — certamente nem o presidente do FED— está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, disse Powell, que deixa o cargo em maio, ao fim de seu mandato. Gabriel Galipolo, atual presidente do Banco Central do Brasil. TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Banco Master No Brasil, o Banco Central autônomo foi questionado pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jonathan de Jesus, que pediu que a autoridade monetária apresente esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. Em novembro do ano passado, o BC decidiu decretar a liquidação extrajudicial do conglomerado após a Fictor Holding apresentar uma proposta de compra da instituição de Daniel Vorcaro — e pouco mais de dois meses depois de o BC rejeitar a aquisição pelo BRB (Banco de Brasília). Os investigadores do BC e da PF descobriram negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o BRB num valor de R$ 12,2 bilhões. Nesta semana, o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede do BC, para "encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC, que questiona a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências". Segundo ele, o BC concordou com uma inspeção sobre o Banco Master. Jerome H. Powell, em imagem de arquivo. REUTERS/Carlos Barria/File Photo

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/13/em-meio-a-liquidacao-do-banco-master-galipolo-assina-manifesto-internacional-de-apoio-a-independencia-dos-bcs.ghtml


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