Após execuções na Cidade do Povo, segurança no local é reforçada com videomonitoramento

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
Secretário de Segurança José Américo Gaia falou das medidas para combater a criminalidade no Conjunto Habitacional Cidade do Povo. Polícia Militar reforça policiamento na Cidade do Povo Aldo França/Rede Amazônica Acre Em menos de uma semana, quatro pessoas foram assassinadas no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, no 2º Distrito de Rio Branco, e uma onda de temor se espalhou entre os moradores. Nesta quinta-feira (3) o secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), coronel José Américo Gaia, falou sobre as ações feitas na região para reduzir a criminalidade na região. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Uma das ações que estaremos desencadeando de imediato é o videomonitoramento das ruas. Temos monitoramento das entradas e saídas de alguns bairros, vamos dedicar um videomonitoramento 100% na Cidade do Povo. Uma equipe nossa vai entrar lá, esse material já foi adquirido e vamos trabalhar com videomonitoramento, verificar a iluminação", reforçou o secretário em entrevista ao Jornal do Acre 1ª edição. Secretário de Segurança fala ações para combater a violência dentro da Cidade do Povo O coronel disse que se reuniu com a equipe da Prefeitura de Rio Branco para alinhar ações que podem ser feitas em conjunto para melhorar a qualidade de vida dos moradores da região. "Teremos também a ocupação das mais de 300 residências que serão destinadas, já temos as pessoas cadastradas para essas unidades. A prefeitura deverá iniciar a construção de uma creche que vai atender crianças de 4 meses a 4 anos. A segurança vai ter um olhar mais presencial na Cidade do Povo", garantiu. Uma das mortes mais cruéis registradas na Cidade do Povo foi de Yara Paulino, de 28 anos, assassinada por membros de uma facção criminosa após boatos de que ela tinha matado a filha Cristina Maria, de 3 meses, e jogado o corpo em uma área de mata. Yara Paulino da Silva foi brutalmente assassinada no último dia 4 Reprodução Moradores encontraram uma ossada dentro de um saco de ração no matagal e acreditavam ser da bebê. A perícia comprovou que os restos mortais eram, na verdade, de um animal, possivelmente um cachorro. Yara teve a casa invadida, agredida, tentou fugir dos criminosas, mas foi alcançada na rua e morta com golpes na cabeça. A bebê Cristina Maria está desaparecida desde 15 de março. Ela não foi registrada após o nascimento por conta de um problema no nome dos pais. A Polícia Civil do Acre inseriu os dados dela na plataforma Amber Alert, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sobre a filha de Yara, o secretário afirmou que a Polícia Civil já tem pistas do paradeiro da criança Três dias depois, três homens foram executados a tiros durante um ataque criminoso na Quadra 20 do conjunto habitacional. As vítimas, possivelmente, eram de uma facção rival aos suspeitos. Em ambos os casos, a Polícia Civil não divulgou se houve prisão, mas garante que os suspeitos estão identificados. "Tivemos esse fato lamentável da morte dessa jovem e a Polícia Civil está empenhada em elucidar esse crime. Tivemos hoje no Tribunal de Justiça pedindo apoio na celeridade nos mandados de busca e apreensão, o serviço de inteligência vem fazendo um excelente trabalho ali dentro, temos mapeado todos os facções e os monitorados ali daquele região. Precisamos das ordens judiciais para darmos continuidade às investigações. O avanço tem sido promissor", explicou. O coronel destacou que a Polícia Civil apura se há ligação entre as mortes registradas na quadra 20 e de Yara Paulino. "Isso está em investigação para que a gente possa concluir com exatidão. Tivemos um homicídio lamentável lá, mas temos nos movimentado para ter o policiamento constante, mas houve essa execução quase que premeditada", afirmou. 'Recado' Durante a entrevista, o secretário falou que a execução de Yara após os boatos de que ela teria matado a própria filha pareceu uma demonstração de poder dos criminosos que tentam dominar a região. Contudo, ele garante que a Segurança Pública não perdeu o controle da área e os suspeitos serão presos. "Acredito que foi um recado para a própria população, do tipo: 'quem manda aqui somos só'. Mas, quem manda é o Estado, que não perdeu o controle de nada e que os índices não serão alterados. A Segurança Pública continua tendo o domínio de tudo. Vamos elucidar esse crime, o ideal era ter evitar, mas vamos elucidar com toda certeza", ressaltou. Em dezembro do ano passado, Geremias Lima de Souza, de 39 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio comparsa em frente à Delegacia da 2ª Regional da Polícia Civil, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo. Quatro execuções foram registradas na Cidade do Povo no período de três dias Arquivo pessoal Nos últimos dias, passou a circular entre aplicativos de mensagens atribuídas a um grupo criminoso que atua no conjunto habitacional com restrições de serviços, como entregas e transportes particulares. José Américo Gaia falou que dentre as medidas tomadas da segurança é a ocupação territorial. "Isso não procede dessa forma, não vamos permitir que isso aconteça. Isso não acontece no Acre e nem vai acontecer na Cidade do Povo. Atrelada à ocupação territorial, temos o serviço de inteligência que está focado ali dentro, temos as pessoas identificadas já, processos e inquéritos estão sendo trabalhados", pontuou. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/04/03/apos-execucoes-na-cidade-do-povo-seguranca-no-local-e-reforcada-com-videomonitoramento.ghtml


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